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Wealth Management e Asset Management puxaram o crescimento do setor de investimentos no Brasil acima da média global

  • Foto do escritor: Anderson Timm
    Anderson Timm
  • 18 de mar.
  • 3 min de leitura
Gráfico de barras empilhadas em fundo azul mostra a distribuição da receita bancária por área de negócios no Brasil entre 2018 e 2022, destacando crescimento total de R$ 543 bilhões para R$ 1,110 trilhão. O título informa que Wealth Management e Asset Management puxaram o crescimento do setor de investimentos no Brasil acima da média global, com CAGR de 36% e 21%, respectivamente, versus crescimento global aproximado de 7%.

Poucos gráficos conseguem sintetizar tão bem a transformação do mercado financeiro brasileiro quanto esse dado da McKinsey: entre 2018 e 2022, o crescimento da receita bancária no Brasil foi puxado, em ritmo relevante, pelas frentes ligadas a investimentos, com destaque para wealth management e asset management, que avançaram acima da média global.


Na prática, esse movimento ajuda a confirmar algo que o mercado já vinha sentindo no dia a dia: o Brasil deixou de tratar investimentos como uma vertical complementar dentro das instituições financeiras e passou a enxergar esse segmento como uma avenida estratégica de crescimento. Segundo a McKinsey, wealth management apresentou CAGR de 36% no período, enquanto asset management cresceu 12%, em um contexto em que o crescimento global apontado no quadro era de cerca de 7%.


Gráfico de barras empilhadas em fundo azul mostra a distribuição da receita bancária por área de negócios no Brasil entre 2018 e 2022, destacando crescimento total de R$ 543 bilhões para R$ 1,110 trilhão. O título informa que Wealth Management e Asset Management puxaram o crescimento do setor de investimentos no Brasil acima da média global, com CAGR de 36% e 21%, respectivamente, versus crescimento global aproximado de 7%.

Esse dado, por si só, já chama atenção. Mas o mais interessante está por trás dele.


O avanço dessas frentes não aconteceu por acaso. Ele é resultado de uma combinação de fatores que mudaram estruturalmente o mercado brasileiro: digitalização da jornada de investimento, ampliação do acesso a produtos antes concentrados em nichos específicos, crescimento da educação financeira e entrada de novos players independentes e plataformas digitais. A própria McKinsey destaca que “nunca foi tão fácil investir” e que o volume financeiro do investidor pessoa física vinha crescendo 13% ao ano desde 2015. Também aponta que o número de investidores em ações na B3 cresceu 10 vezes em relação a 2015, chegando a 5 milhões, enquanto as contas de investimento reportadas pela Anbima dobraram no mesmo intervalo, de 72 milhões para 144 milhões.


Na minha visão, isso mostra que o wealth no Brasil ainda está muito mais no começo do que no auge.


Quando se olha para mercados mais maduros, fica claro que o Brasil ainda tem um espaço enorme para avançar em sofisticação de atendimento, personalização de carteira, planejamento patrimonial, advisory contínuo, integração entre investimentos e proteção patrimonial, sucessão, estruturação fiscal e visão consolidada de patrimônio. O investidor brasileiro evoluiu bastante, mas a indústria ainda está construindo, em escala, o modelo de serviço que esse novo investidor demanda.


É justamente por isso que wealth management merece atenção especial nesse debate. Não se trata apenas de vender mais produtos financeiros. O crescimento do wealth reflete uma mudança mais profunda: o cliente passou a exigir relacionamento, curadoria, leitura de contexto e soluções mais aderentes à sua realidade. A McKinsey aponta, inclusive, que quase metade das pessoas mudou de alguma forma seu relacionamento com instituições financeiras nos últimos anos, e que 53% dessas mudanças foram motivadas pela busca por produtos e serviços que não eram oferecidos pelo banco principal.


Esse ponto é central.


O crescimento do wealth no Brasil não nasce só da expansão de patrimônio. Ele nasce também da insatisfação com modelos antigos e da busca por novas formas de atendimento. O cliente passou a comparar mais, acessar mais informação, testar plataformas, dividir relacionamento entre instituições e valorizar quem entrega experiência, proximidade e repertório técnico. Em outras palavras, o crescimento do mercado não está acontecendo apenas porque há mais dinheiro para gerir, mas porque há uma demanda mais clara por um serviço melhor.


Quando juntamos wealth e asset, o que aparece é um mercado de investimentos brasileiro que amadureceu. E amadureceu de um jeito interessante: não apenas pela expansão de volume, mas pela evolução do comportamento do cliente, pelo aumento da competição e pela abertura para novos arranjos de atendimento, distribuição e gestão.

Ainda assim, eu diria que estamos só no início dessa expansão.


O Brasil continua sendo um mercado com enorme potencial de penetração em planejamento patrimonial, advisory recorrente, gestão profissionalizada e soluções integradas para clientes de alta renda, afluentes e até segmentos que historicamente estavam à margem desse tipo de serviço. Ao mesmo tempo, regulações mais recentes e mudanças no modelo de distribuição tendem a acelerar essa transformação, abrindo espaço para novos formatos de escritório, novas estruturas de remuneração e um posicionamento mais consultivo dentro do mercado.


Banner institucional com foto em preto e branco de apresentação corporativa e botão “Chamar no WhatsApp”.

Faixa gráfica dourada com o texto “Agende uma reunião com a Veritas” e botão de ação.

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