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Diretora do Banco do Brasil diz que consultoria é tendência e cliente busca mais orientação

  • Foto do escritor: Anderson Timm
    Anderson Timm
  • 7 de abr.
  • 4 min de leitura
Prédio corporativo em Brasília com fachada espelhada e formas geométricas, em área gramada e cercado por outros edifícios ao entardecer.
“A questão da consultoria é uma grande tendência. Cada vez mais o cliente investidor quer discutir sua estratégia e receber orientações”, afirma Barbara Freitas, diretora do Banco do Brasil

A fala de Barbara Freitas, diretora do Banco do Brasil, ao E-Investidor ajuda a traduzir com clareza um movimento que já vinha se desenhando no mercado financeiro e que, agora, passa a ficar ainda mais evidente: o cliente não quer mais apenas acesso a produtos, operações e canais. Ele quer conversa qualificada, leitura de cenário, apoio para tomada de decisão e alguém com quem possa discutir sua estratégia financeira.


O ponto mais simbólico dessa mudança talvez esteja no fato de que ela não aparece apenas nas consultorias independentes, nas plataformas de investimento ou nos modelos mais recentes do mercado. Ela aparece também dentro dos grandes bancos. Segundo a reportagem do E-Investidor, o próprio Banco do Brasil vem percebendo que o uso das agências mudou: operações simples migraram para o digital, enquanto o espaço presencial passou a ser mais utilizado para interações consultivas, especialmente quando o cliente quer tratar de investimentos, crédito estruturado ou planejamento patrimonial.


Esse dado é relevante porque revela uma mudança de lógica. Durante muitos anos, o banco foi visto principalmente como o lugar da conta, do caixa, do cartão, do crédito e da rotina bancária. Agora, à medida que o digital absorve a parte transacional, o presencial não é mais o centro da operação e passa a concentrar algo ainda mais valioso: o relacionamento. É justamente nesse ponto que a fala de Barbara Freitas ganha força. Ao afirmar que a consultoria é uma grande tendência e que o investidor quer discutir estratégia e receber orientações, ela aponta para uma demanda que vai além da execução. O cliente quer interpretação. Quer contexto. Quer confiança.


A reportagem do E-Investidor mostra que, no entendimento das executivas do Banco do Brasil, os canais digitais cumprem cada vez mais a função de autosserviço e resolução de transações simples do dia a dia. Já o atendimento humano segue sendo altamente valorizado quando o tema envolve decisões financeiras mais complexas. Em outras palavras, a tecnologia não eliminou a necessidade do relacionamento; ela apenas reposicionou o papel dele.


Esse é, talvez, um dos sinais mais importantes do novo status quo do mercado financeiro. O avanço digital não tornou o contato humano obsoleto. Pelo contrário: ele tornou esse contato mais nobre, mais estratégico e mais decisivo. Se o aplicativo resolve o básico, o humano passa a ser acionado para aquilo que tem mais peso: decisões patrimoniais, reorganização financeira, orientação de investimentos e apoio nos momentos de maior sensibilidade econômica do cliente. Como destacou o E-Investidor, mesmo clientes fortemente digitais seguem buscando alguém que lhes transmita segurança quando o assunto é consultoria financeira.


É por isso que o movimento dos grandes bancos merece atenção. Quando uma instituição do porte do Banco do Brasil passa a reforçar atendimento híbrido, vídeoatendimento, acesso remoto a especialistas e vocação consultiva das agências, o mercado recebe uma sinalização clara: o valor percebido pelo cliente está cada vez mais ligado à combinação entre conveniência digital e proximidade relacional.


Mais do que uma adequação operacional, trata-se de uma adaptação estratégica. Os bancões parecem estar entendendo que, em um mercado com mais concorrência, mais opções de investimento, mais educação financeira e mais exigência por parte do investidor, o grande ativo não é apenas a prateleira de produtos. É a capacidade de construir confiança. É a permanência do vínculo. É a percepção de que existe alguém do outro lado capaz de orientar, organizar e acompanhar a vida financeira do cliente com profundidade.


A própria matéria do E-Investidor reforça essa leitura ao mostrar que o Banco do Brasil enxerga uma transformação gradual no papel das instituições financeiras: menos como simples prestadoras de serviços bancários e mais como parceiras na gestão financeira dos clientes. Essa talvez seja uma das frases mais relevantes de toda a reportagem, porque ela sintetiza uma virada de posicionamento. O banco deixa de ser apenas operador de demanda e passa a buscar espaço como agente de aconselhamento, acompanhamento e presença estratégica na jornada financeira.


Também chama atenção o fato de essa transformação acontecer em paralelo a uma segmentação mais sofisticada das demandas. De acordo com o E-Investidor, enquanto clientes de maior renda vêm ampliando a busca por diversificação de investimentos e produtos mais sofisticados, outros perfis recorrem ao banco em busca de crédito, reorganização das finanças e melhoria do fluxo de caixa. Isso mostra que a consultoria, em sentido amplo, não se limita ao investidor de alta renda. Ela passa a fazer parte de uma jornada mais abrangente de orientação financeira, em diferentes níveis de complexidade e necessidade.


No fundo, o que está em jogo é a redescoberta de algo que o mercado financeiro, por vezes, parece ter tentado substituir em excesso com escala e tecnologia: a relevância do relacionamento. Não um relacionamento superficial ou comercial no sentido mais simples, mas um relacionamento que gera permanência, confiança e abertura para conversas mais densas sobre patrimônio, objetivos e estratégia. E quando até os grandes bancos passam a reconhecer isso de forma tão explícita, fica ainda mais claro que o mercado está amadurecendo para uma lógica em que orientação vale tanto quanto execução.


A fala de Barbara Freitas, portanto, não deve ser lida apenas como uma observação sobre o momento do Banco do Brasil. Ela funciona como retrato de uma virada mais ampla. O cliente investidor quer mais diálogo, mais leitura estratégica e mais apoio qualificado. Quer tecnologia, sim, mas quer também presença. Quer autonomia, mas sem abrir mão de confiança. E, diante disso, as instituições que compreenderem que relacionamento é ativo central tendem a ocupar um espaço cada vez mais relevante nos próximos anos.



Banner institucional com foto em preto e branco de apresentação corporativa e botão “Chamar no WhatsApp”.
Faixa gráfica dourada com o texto “Agende uma reunião com a Veritas” e botão de ação.




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