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Escala, governança e posicionamento: o que está por trás das metas de AUC e AUM

  • Foto do escritor: Anderson Timm
    Anderson Timm
  • há 7 horas
  • 3 min de leitura
Imagem digital de um cenário urbano futurista com prédios altos e gráficos financeiros ascendentes, com uma linha de tendência indicando crescimento e progresso, além de partículas que se dispersam na parte inferior, simbolizando transformação

Levantamento da Veritas mostra que as metas públicas de crescimento entre assessorias, consultorias, wealths e plataformas revelam diferentes estratégias de expansão no mercado financeiro brasileiro.


A nova corrida por AUC e AUM no mercado de investimentos não está acontecendo de uma única forma.


Ao mapear projeções públicas divulgadas em matérias e reportagens disponíveis na internet, a Veritas identificou que o setor vive, ao mesmo tempo, diferentes estratégias de crescimento.


De um lado, grandes escritórios e plataformas seguem buscando escala em ritmo acelerado. De outro, consultorias, wealths independentes e operações especializadas avançam por caminhos distintos, combinando marca, tecnologia, conteúdo, planejamento patrimonial e modelos de relacionamento mais personalizados.


Mais do que uma disputa por números, o movimento mostra uma mudança importante: crescer deixou de significar apenas captar mais recursos.


A próxima etapa do mercado tende a ser definida pela capacidade de combinar escala, governança, eficiência operacional, tecnologia e oferta patrimonial completa.


Grandes plataformas seguem mirando escala nacional


Entre os players com metas mais ambiciosas, casas como Monte Bravo e EQI Investimentos aparecem com projeções acima de R$ 180 bilhões em AUC/AUM.


Esse grupo reforça uma tese de crescimento baseada em presença nacional, formação de assessores, aumento de produtividade comercial e ampliação do ecossistema de soluções.


Nesses casos, a escala funciona como um vetor estratégico. Quanto maior a base, maior a capacidade de distribuição, fortalecimento de marca, expansão regional e diversificação de receitas.



A disputa pela marca de R$ 100 bilhões


Em outro bloco, casas como Fami Capital, Blue3 Investimentos, Portfel e SVN Investimentos miram a marca de R$ 100 bilhões, mas por caminhos diferentes.


A Fami parte de uma base já relevante e busca consolidar sua posição entre os maiores players do país.


A Blue3 e a SVN avançam em um movimento associado à consolidação, M&A, expansão geográfica e ganho de escala.


Já a Portfel chama atenção pelo salto projetado, saindo de uma base menor para uma meta agressiva de crescimento, o que reforça a força das consultorias e estruturas independentes dentro do novo ciclo do mercado.



Consultorias e wealths independentes ganham espaço


O movimento não se limita às assessorias tradicionais.


Consultorias e wealths independentes vêm ocupando espaço com propostas diferentes, baseadas em fee-based, multicustódia, conteúdo, tecnologia, planejamento patrimonial e maior independência na relação com o cliente.


Nesse grupo, cases como Clube do Valor, Suno Consultoria, Nord Wealth e Ticker Wealth mostram que a disputa por AUC também passa pela construção de marca, autoridade técnica, canais próprios de distribuição e modelos de relacionamento menos dependentes da lógica tradicional de comissão por produto.



Essa mudança indica que o investidor brasileiro está mais aberto a diferentes formatos de atendimento, desde que exista clareza na proposta de valor, confiança na relação e capacidade de entregar uma visão mais completa sobre o patrimônio.


Metodologia do levantamento


A metodologia do levantamento considerou informações públicas disponíveis em reportagens e matérias de mercado.


Foram reunidos dados como:


  • Base atual informada;

  • Meta projetada;

  • Ano-alvo;

  • Crescimento projetado;

  • Crescimento médio anual estimado.


Quando alguma informação não foi divulgada ou não permitia comparação direta, o dado foi indicado como N.I. ou N.C.


Mais do que formar um ranking, a tabela ajuda a entender o momento estratégico do setor.


Ela mostra quais casas estão mirando crescimento acelerado, quais modelos estão ganhando relevância e quais teses empresariais aparecem por trás das metas divulgadas ao mercado.


O crescimento do setor entrou em uma nova fase


O ponto central é que o crescimento do mercado de investimentos deixou de ser apenas uma corrida por captação.


A próxima fase tende a ser definida pela capacidade de combinar escala, governança, tecnologia, oferta patrimonial completa e consistência operacional.


Para assessorias, consultorias, gestoras e wealths independentes, a pergunta deixa de ser apenas “quanto queremos crescer?”.


A pergunta passa a ser: qual modelo será capaz de sustentar esse crescimento com eficiência, governança e posicionamento claro?


No novo ciclo do mercado financeiro, metas ambiciosas só terão valor se estiverem acompanhadas de estrutura, estratégia e capacidade real de execução.



Banner institucional com foto em preto e branco de apresentação corporativa e botão “Chamar no WhatsApp”.

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