Thiago Nigro: “O erro mais caro da minha carreira foi não ter feito um bom acordo de acionistas.”

Tiago Nigro, conhecido como o Primo Rico, é um dos maiores influenciadores do mercado financeiro no Brasil. Ao longo de sua trajetória, já impactou milhões de pessoas com educação financeira e experiências práticas de negócios. Em uma de suas falas mais marcantes, destacou: “O erro mais caro da minha carreira foi não ter feito um bom acordo de acionistas.”
Esse relato resume a importância de um Acordo de Sócios bem estruturado. Mais do que um documento jurídico, trata-se de uma ferramenta estratégica para prevenir conflitos, garantir governança e assegurar a sustentabilidade de empresas, especialmente no mercado financeiro.
Aplicações reais do Acordo de Sócios no Mercado Financeiro
A ausência de um Acordo de Sócios pode resultar em conflitos societários, bloqueios na tomada de decisão e insegurança para a operação, fatores que comprometem a sustentabilidade e o crescimento do negócio. Por outro lado, um acordo bem estruturado previne litígios, facilita a atração de investidores e assegura o alinhamento entre os sócios.
A experiência prática demonstra que a implementação do Acordo de Sócios se torna ainda mais relevante à medida que a empresa cresce ou passa por mudanças societárias. Abaixo, trazemos dois cenários que ilustram a aplicação do AS na rotina de escritórios do mercado financeiro:
Case 1 – Escritório A: Estruturação do AC desde o início
O Escritório A foi fundado por dois sócios e, desde a constituição do CNPJ, optou por elaborar e assinar um Acordo de Sócios detalhado. Esse planejamento antecipado permitiu que todas as regras de governança, distribuição de responsabilidades, critérios de entrada e saída de sócios e mecanismos de sucessão fossem definidos de forma clara e objetiva.
Com o crescimento do escritório, a inclusão de novos assessores foi simplificada: bastava a assinatura de um termo de adesão ao acordo já existente. O resultado foi um processo escalável, com baixo risco de conflitos e alinhamento permanente entre os sócios.
Case 2 – Escritório B: Implementação do AC após expansão
No Escritório B, o AC foi estruturado após a empresa atingir mais de 20 sócios. O processo exigiu, então, uma maior validação coletiva e acompanhamento das assinaturas, tornando a implementação mais complexa. Apesar do desafio, a formalização do AC trouxe benefícios imediatos, como reforço da governança, clareza nas regras de distribuição de lucros e procedimentos para resolução de impasses.
Elementos práticos observados nos cases
- Definição clara das funções e entregas de cada sócio, evitando sobreposição de papéis e lacunas na gestão.
- Estabelecimento de cláusulas de não concorrência, não aliciamento de clientes e regras para movimentação da carteira, protegendo o negócio contra riscos estratégicos.
- Inclusão de critérios objetivos para valuation interno, facilitando a apuração de haveres em casos de saída de sócios.
- Previsão de mecanismos de sucessão, como recompra obrigatória de quotas pela sociedade em caso de falecimento de sócio, evitando a entrada de herdeiros não alinhados ao perfil do negócio.
- Alinhamento com normas regulatórias, como as resoluções CVM 19 e CVM 178, assegurando conformidade com o setor.
- Implementação de cláusulas de lock-up, tag along e drag along, garantindo segurança nas operações de compra e venda de participações.
Esses exemplos demonstram que o AC é mais do que um documento formal: trata-se de uma ferramenta estratégica para a gestão do negócio, promovendo estabilidade, transparência e capacidade de adaptação a diferentes fases da empresa.
Conclusão
A adoção de um Acordo de Sócios é um diferencial competitivo para empresas do mercado financeiro. A fala de Tiago Nigro mostra que negligenciar esse ponto pode custar caro — não apenas financeiramente, mas também em termos de governança e sustentabilidade.
A Veritas oferece soluções especializadas em elaboração de ACs e modelos de partnership, com abordagem personalizada e alinhada às melhores práticas de governança e compliance do setor. Ao optar pelas soluções da Veritas, sua empresa garante previsibilidade e um ambiente societário preparado para crescer de forma sustentável, minimizando riscos e facilitando a atração de talentos e investidores.
Para aprofundar o tema e acessar exemplos práticos, consulte o eBook disponível abaixo ou entre em contato com um de nossos especialistas.




#AcordoDeSocios #GovernancaCorporativa #MercadoFinanceiro #ConsultoriaDeInvestimentos #ComplianceFinanceiro #PlanejamentoSocietario #SucessaoEmpresarial #Empreendedorismo #GestaoDeNegocios #Investimentos
Fonte: Veritas Consultoria Empresarial
Leia também

Governança
100% dos clientes assesssorados pela Veritas conquistam o Selo de Governança e Integridade XP 2025-2026
A XP Investimentos divulgou os resultados da quarta edição do Selo de Governança e Integridade 2025-2026, premiação que reconhece os escritórios de assessoria de investimentos que mais se destacam em práticas de compliance, governança e integridade em todo o Brasil.
Governança
Como funciona estruturação de uma Holding?
A decisão de estruturar uma Holding vai muito além da criação de um novo CNPJ. Trata-se da definição de uma base capaz de sustentar o crescimento de um grupo empresarial ou patrimonial no longo prazo.
Governança
Qual o tipo societário ideal? Holding S.A. ou Ltda.?
Ao considerar a criação de uma Holding, uma das decisões mais relevantes envolve a escolha do tipo societário. Optar entre uma Sociedade Limitada (Ltda.) ou uma Sociedade Anônima (S.A.) impacta diretamente o nível de governança, os custos operacionais e a estrutura da empresa.
Governança
Como saber quando a Holding é estratégica para o meu negócio?
A estrutura de Holding tem se consolidado como uma alternativa estratégica para empresas que atingem determinado grau de complexidade ou crescimento. Embora nem toda empresa precise adotar esse modelo, para muitas ele representa o próximo passo natural rumo à profissionalização, ao fortalecimento da governança e à proteção do patrimônio.