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IA nas assessorias e consultorias: a regulação ainda não chegou, mas o mercado já dá sinais

  • Foto do escritor: Anderson Timm
    Anderson Timm
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Imagem digital de um cenário urbano futurista com prédios altos e gráficos financeiros ascendentes, com uma linha de tendência indicando crescimento e progresso, além de partículas que se dispersam na parte inferior, simbolizando transformação

A inteligência artificial (IA) já não é mais uma promessa distante: ela está presente no dia a dia de assessorias e consultorias de investimentos, acelerando análises, recomendações e processos internos. Nos Estados Unidos, a SEC deixou claro que a governança da IA será uma prioridade de fiscalização em 2026. Mesmo sem novas regras específicas, os examinadores estão atentos a como as empresas documentam, supervisionam e controlam o uso dessas ferramentas. E o alerta é claro para o Brasil: tendências internacionais regulatórias costumam chegar por aqui rapidamente, e escritórios preparados terão vantagem estratégica e reputacional.



Embora ainda não exista uma norma brasileira dedicada à IA, a Resolução CVM 19 já define regras para o uso de sistemas automatizados e algoritmos. Em termos práticos, isso significa que qualquer recomendação gerada por IA deve seguir os mesmos padrões exigidos de um profissional humano: respeitar a adequação ao perfil do cliente (suitability), obedecer às vedações aplicáveis a cada tipo de serviço e manter registros claros. A responsabilidade pelo aconselhamento continua com o consultor. Além disso, a CVM pode acessar, a qualquer momento, o código-fonte ou os critérios usados pelo sistema, garantindo transparência e possibilidade de auditoria.



Nos Estados Unidos, as empresas que já usam IA para recomendações enfrentam exigências práticas: devem ter políticas de uso claro da IA, registros completos de supervisão humana sobre qualquer recomendação automatizada, e documentação detalhada sobre fornecedores de tecnologia. Sem essas medidas, escritórios correm o risco de receber constatações de compliance antes mesmo de uma inspeção formal. Mais que isso, adotar essas práticas oferece um diferencial de confiança para clientes e parceiros, transformando a IA em um ativo estratégico, e não apenas operacional.


O recado para profissionais de investimentos é simples: quem quiser estar à frente, precisa se antecipar. Isso inclui mapear todas as ferramentas de IA em uso, formalizar políticas de uso, documentar a supervisão humana sobre recomendações e registrar treinamentos da equipe. Seguindo as melhores práticas do mercado americano, escritórios podem garantir transparência, reduzir riscos e criar vantagem competitiva, preparando-se para um futuro regulatório que já está batendo à porta.




Banner institucional com foto em preto e branco de apresentação corporativa e botão “Chamar no WhatsApp”.


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