Partnership para assessorias de investimentos: como implementar?

Redação Veritas News3 min de leitura
Partnership para assessorias de investimentos: como implementar?

Com uma nova divisa para os assessores de investimentos, a entrada em vigor da resolução 178 da CVM, um modelo já conhecido por alguns escritórios, pode agora ser ainda mais utilizado e otimizado pelas empresas de assessoria de investimentos: o partnership. Na tradução para o português “parceria”, mas o que é partnership?

Partnership é um modelo de gestão empresarial baseado em métricas e objetivos que possibilita que os sócios aumentem sua participação na empresa, com objetivo de estimular que o sócio adquira participação societária de acordo com o mérito e contribuição para a empresa. Esse modelo é considerado uma das alternativas dentro de um plano de carreira das empresas, em especial os escritórios de investimentos.

Nesse modelo, o escritório dispõe de diversos recursos para tornar sua empresa competitiva, e o partnership nesse sentido possui diversos benefícios como:

  1. Estimula que o assessor se torne mais dinâmico e adequado às necessidades do escritório e seus clientes;
  2. Aumenta o grau de retorno dos sócios para a sociedade, em troca de um crescimento na carreira;
  3. Cria uma cultura de planejamento estratégico de crescimento do escritório, pois é nele que o modelo de partnership se baseará;
  4. Torna a empresa mais transparente com relação ao desempenho dos sócios e mais justa quanto ao seu equity.

Como uma das primeiras etapas, os programas de partnership estruturam um grupo responsável por delimitar as métricas, prioridades e objetivos que os sócios e colaboradores se submetem, que se chama Comitê de Partnership. Mas como o programa de partnership funciona? O que a CVM 178 pode trazer de novidade nesse sentido?

Com a CVM 178 colocando à disposição dos escritórios novos modos de contratação de AI’s, CLT, sócio ou prestador de serviços, o Programa de Partnership pode assumir o papel de protagonismo dentro da cultura empresarial, usando, cada um ao seu modo, na estruturação do seu plano de carreira.

Geralmente, o modelo de ingresso dos colaboradores na sociedade se dá com a aquisição de 0,01% das quotas da empresa. Na prática, essas quotas vão aumentando à medida que o assessor vai alcançando as métricas e objetivos necessários. Lembrando que essas métricas e objetivos devem ser juridicamente pré-estabelecidas de forma transparente e clara quanto ao que se procura atingir.

Para isso, o Programa de Partnership deve ser adotado como uma de suas políticas e alinhado com a performance da empresa, afinal esse modelo está atrelado ao escritório e não ao sócio individualmente. Você sabe quais as principais métricas utilizadas no Partnership? Veja alguns exemplos:

  1. ROA - Retorno sobre ativos - lucro operacional pelo ativo total;
  2. Captação Líquida;
  3. Ativação de Contas;
  4. NPS - Net Promoter Score;

Nesse sentido, as métricas e objetivos do programa de Partnership não configuram como subordinação, e protege a empresa em casos de reconhecimento de vínculo de emprego, prevenindo passivos trabalhistas. O Judiciário costuma a reconhecer de forma geral, que o programa é apenas um modelo de controle de organização empresarial e não uma previsão de controle de horas, com punições e multas, características do modelo de contratação CLT que tem subordinação. Leia mais sobre os modos de contratação da CVM 178 aqui:

Ver mais

Ao começar um Programa de Partnership no seu escritório você deve ter bastante atenção quanto aos seguintes pontos:

  • O escritório deve mapear internamente suas áreas e setores, para que o Partnership seja destinado para toda a Sociedade;
  • Acompanhar o sócio que entrou na sociedade quanto ao que ele efetivamente trás de retorno para a empresa e se está alinhado com os valores do escritório.
  • Possuir definições precisas com relação ao avanço do AI na sociedade; a ideia é possibilitar a identificação de um “mau” sócio e possibilitar sua diluição sem comprometer a sociedade.

Está interessado em iniciar com o programa de Partnership no seu escritório?

Clique aqui para falar conosco pelo Whatsapp, temos um programa completo para implementar o partnership de forma eficiente no seu escritório:

Entrar em contato

Partnership para assessorias de investimentos: como implementar?
Partnership para assessorias de investimentos: como implementar?

Ou então, agende uma reunião conosco para fazermos uma call e iniciarmos um parceria.

Agendar reunião

#assessordeinvestimentos #cvm178 #ai #cvm179 #agenteautonomodeinvestimentos #ancord #diretorresponsavel #aai #assessor #resolucao #cvm #assessoriadeinvestimentos #ancord #ancordai #ai #xpinvestimentos #xp #comissaodevaloresmobiliarios #ebookcvm #cvm45 #multas #riscos #btg #safra #investimentos #compliance #partnership #roa #nps #programadepartnership #socio #sociedade

Fonte: Veritas Consultoria Empresarial

Redação Veritas News

Redação

Equipe de redação do Veritas News.

Newsletter Veritas

Os bastidores do mercado de investimentos, toda manhã.

Um resumo editorial com as movimentações de assessorias, gestoras, M&A e regulação.

Leia também

Como a XP e BTG usaram o partnership como estratégia de growth e retenção de talentos

Partnership

Como a XP e BTG usaram o partnership como estratégia de growth e retenção de talentos

Foi justamente nesse ponto que grandes players como XP e BTG saíram na frente. Eles não cresceram apenas com distribuição, captação ou expansão comercial. Cresceram, também, porque entenderam cedo que partnership não é um detalhe societário. É uma estratégia de growth. E, ao mesmo tempo, uma ferramenta sofisticada de retenção de talentos.

Por Redação Veritas News7 min de leitura
Partnership e distribuição mensal em 2026: quando “lucro” vira risco tributário e risco societário

Partnership

Partnership e distribuição mensal em 2026: quando “lucro” vira risco tributário e risco societário

O partnership funciona quando é meritocrático e previsível. Só que previsibilidade não vem do discurso. Vem do rito. E aqui está a dor do mercado. Muita estrutura chama de distribuição de lucros aquilo que é antecipação de caixa sem lastro contábil fechado e sem deliberação societária redonda. Essa prática, comum em anos anteriores, torna-se insustentável e perigosa com a nova legislação, pois a Receita Federal está cada vez mais atenta à consistência entre o que é pago e o que é formalmente apu

Por Redação Veritas News3 min de leitura