Partnership para assessorias de investimentos: como implementar?

Com uma nova divisa para os assessores de investimentos, a entrada em vigor da resolução 178 da CVM, um modelo já conhecido por alguns escritórios, pode agora ser ainda mais utilizado e otimizado pelas empresas de assessoria de investimentos: o partnership. Na tradução para o português “parceria”, mas o que é partnership?
Partnership é um modelo de gestão empresarial baseado em métricas e objetivos que possibilita que os sócios aumentem sua participação na empresa, com objetivo de estimular que o sócio adquira participação societária de acordo com o mérito e contribuição para a empresa. Esse modelo é considerado uma das alternativas dentro de um plano de carreira das empresas, em especial os escritórios de investimentos.
Nesse modelo, o escritório dispõe de diversos recursos para tornar sua empresa competitiva, e o partnership nesse sentido possui diversos benefícios como:
- Estimula que o assessor se torne mais dinâmico e adequado às necessidades do escritório e seus clientes;
- Aumenta o grau de retorno dos sócios para a sociedade, em troca de um crescimento na carreira;
- Cria uma cultura de planejamento estratégico de crescimento do escritório, pois é nele que o modelo de partnership se baseará;
- Torna a empresa mais transparente com relação ao desempenho dos sócios e mais justa quanto ao seu equity.
Como uma das primeiras etapas, os programas de partnership estruturam um grupo responsável por delimitar as métricas, prioridades e objetivos que os sócios e colaboradores se submetem, que se chama Comitê de Partnership. Mas como o programa de partnership funciona? O que a CVM 178 pode trazer de novidade nesse sentido?
Com a CVM 178 colocando à disposição dos escritórios novos modos de contratação de AI’s, CLT, sócio ou prestador de serviços, o Programa de Partnership pode assumir o papel de protagonismo dentro da cultura empresarial, usando, cada um ao seu modo, na estruturação do seu plano de carreira.
Geralmente, o modelo de ingresso dos colaboradores na sociedade se dá com a aquisição de 0,01% das quotas da empresa. Na prática, essas quotas vão aumentando à medida que o assessor vai alcançando as métricas e objetivos necessários. Lembrando que essas métricas e objetivos devem ser juridicamente pré-estabelecidas de forma transparente e clara quanto ao que se procura atingir.
Para isso, o Programa de Partnership deve ser adotado como uma de suas políticas e alinhado com a performance da empresa, afinal esse modelo está atrelado ao escritório e não ao sócio individualmente. Você sabe quais as principais métricas utilizadas no Partnership? Veja alguns exemplos:
- ROA - Retorno sobre ativos - lucro operacional pelo ativo total;
- Captação Líquida;
- Ativação de Contas;
- NPS - Net Promoter Score;
Nesse sentido, as métricas e objetivos do programa de Partnership não configuram como subordinação, e protege a empresa em casos de reconhecimento de vínculo de emprego, prevenindo passivos trabalhistas. O Judiciário costuma a reconhecer de forma geral, que o programa é apenas um modelo de controle de organização empresarial e não uma previsão de controle de horas, com punições e multas, características do modelo de contratação CLT que tem subordinação. Leia mais sobre os modos de contratação da CVM 178 aqui:
Ao começar um Programa de Partnership no seu escritório você deve ter bastante atenção quanto aos seguintes pontos:
- O escritório deve mapear internamente suas áreas e setores, para que o Partnership seja destinado para toda a Sociedade;
- Acompanhar o sócio que entrou na sociedade quanto ao que ele efetivamente trás de retorno para a empresa e se está alinhado com os valores do escritório.
- Possuir definições precisas com relação ao avanço do AI na sociedade; a ideia é possibilitar a identificação de um “mau” sócio e possibilitar sua diluição sem comprometer a sociedade.
Está interessado em iniciar com o programa de Partnership no seu escritório?
Clique aqui para falar conosco pelo Whatsapp, temos um programa completo para implementar o partnership de forma eficiente no seu escritório:


Ou então, agende uma reunião conosco para fazermos uma call e iniciarmos um parceria.
#assessordeinvestimentos #cvm178 #ai #cvm179 #agenteautonomodeinvestimentos #ancord #diretorresponsavel #aai #assessor #resolucao #cvm #assessoriadeinvestimentos #ancord #ancordai #ai #xpinvestimentos #xp #comissaodevaloresmobiliarios #ebookcvm #cvm45 #multas #riscos #btg #safra #investimentos #compliance #partnership #roa #nps #programadepartnership #socio #sociedade
Fonte: Veritas Consultoria Empresarial
Leia também

Partnership
Como a XP e BTG usaram o partnership como estratégia de growth e retenção de talentos
Foi justamente nesse ponto que grandes players como XP e BTG saíram na frente. Eles não cresceram apenas com distribuição, captação ou expansão comercial. Cresceram, também, porque entenderam cedo que partnership não é um detalhe societário. É uma estratégia de growth. E, ao mesmo tempo, uma ferramenta sofisticada de retenção de talentos.

Partnership
Sócios do mercado financeiro em 2026: renda isenta continua relevante, mas consistência virou o novo ativo
A partir de 2026, a isenção de lucros e dividendos para pessoa física, embora ainda válida para valores abaixo do limite ou para distribuições com lastro e governança adequados, será vista com um escrutínio muito maior pela Receita Federal.

Partnership
Partnership e distribuição mensal em 2026: quando “lucro” vira risco tributário e risco societário
O partnership funciona quando é meritocrático e previsível. Só que previsibilidade não vem do discurso. Vem do rito. E aqui está a dor do mercado. Muita estrutura chama de distribuição de lucros aquilo que é antecipação de caixa sem lastro contábil fechado e sem deliberação societária redonda. Essa prática, comum em anos anteriores, torna-se insustentável e perigosa com a nova legislação, pois a Receita Federal está cada vez mais atenta à consistência entre o que é pago e o que é formalmente apu

Partnership
Informes de rendimentos e malha fina: por que contabilidade real deixou de ser opcional no partnership
A partir de 2026, cada decisão financeira mensal, cada distribuição de lucro, cada pró-labore ou reembolso, precisa ser meticulosamente registrada e justificada, pois será a base para o informe de rendimentos que o sócio utilizará em sua declaração.