Após Master, BC decreta liquidação extrajudicial da Will Bank

A semana começa com mais um desdobramento relevante no caso envolvendo o conglomerado Master. O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos (Will Bank), com decisão publicada em 21/01/2026.
Mais do que uma notícia pontual, o episódio reforça um sinal que o mercado já vinha precificando: quando há interdependência de controle, governança e risco de grupo, o efeito tende a ser sistêmico, e não isolado.
O que aconteceu
De acordo com o ato do presidente do BC mencionado na reportagem da Valor Econômico, a liquidação foi decretada por comprometimento da situação econômico-financeira, além de “insolvência” e vínculo de interesse “pelo exercício de poder de controle do Banco Master S.A.”.
O BC também nomeou como liquidante a EFB Regimes Especiais, indicada como a mesma empresa responsável pela liquidação de outras instituições do conglomerado.
Por que “após Master” importa
Segundo reportagem do Valor Econômico, o comunicado do BC citado na matéria afirma que a liquidação do Will Bank foi decretada “por extensão”, fazendo referência à liquidação do Banco Master S.A., ocorrida em 18 de novembro do ano anterior.
Na ocasião, o Banco Master Múltiplo, apontado como controlador da Will Financeira, foi colocado sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), quando a instituição segue funcionando até normalização ou solução de mercado. O BC havia indicado, naquele contexto, a possibilidade “concreta” de uma solução que preservasse o funcionamento.
Leitura de mercado: o que esse caso sinaliza
Sem entrar em especulações, a própria fundamentação trazida no ato (situação econômico-financeira, insolvência e vínculo por controle) reforça três aprendizados práticos para quem opera no ecossistema financeiro:
- Risco de controle é risco operacional e reputacional Quando há “vínculo de interesse” por controle, o mercado passa a olhar não só a empresa, mas o grupo e a forma como ele sustenta governança, capital e continuidade.
- Regimes especiais são diferentes — e a transição é um alerta O RAET é um instrumento para tentar viabilizar continuidade; a liquidação extrajudicial é uma resposta mais dura, conectada à leitura de deterioração/insolvência.
- Mercados em estresse “cobram evidências” Em momentos assim, a diferença entre ter política “no papel” e ter rotina comprovável (riscos, controles, governança e segregações) fica muito clara, e vira critério real de confiança para parceiros, investidores e clientes.
Pontos de atenção práticos para escritórios e empresas do setor
Se você lidera uma operação regulada (ou que depende de parceiros regulados), vale usar o caso como gatilho para revisar, com pragmatismo:
- Mapeamento de dependências críticas: bancos parceiros, instituições de pagamento, custodiante, prestadores essenciais e “planos B”.
- Gestão de risco de contraparte: limites internos, monitoramento e procedimentos de troca rápida.
- Governança e estrutura de grupo: clareza de controle, segregações, conflitos e documentação.
- Plano de continuidade: como manter atendimento, liquidez operacional e comunicação em cenários de ruptura.
A Veritas atua para que os escritórios de investimentos estejam estruturados para crescer com segurança, com foco em: governança, organização societária, compliance, rotinas de controle e documentação, reduzindo risco operacional e fortalecendo a credibilidade da empresa diante do mercado.


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Fonte: Veritas Consultoria Empresarial
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